(foto: Reprodução/Instagram)Eulália (Bruna Spínola) e Maria (Indira Nascimento)
Ao contrário do final triste e revoltante do casal gay formado por Fortunato (João Villa) e Belgard (Eduardo Pelizzari), no remake de Dona Beja, da HBO Max, Eulália (Bruna Spínola) e Maria (Indira Nascimento) terminaram juntas, em um final feliz e emocionante.
Em entrevista ao portal Notícias da TV, a intérprete da freira celebrou o desfecho: "Eu acho importante elas ficarem juntas, porque isso manda um recado. Um recado de liberdade, de que esse sentimento não precisa ser punido, escondido nem tratado como erro. Fica a sensação muito clara de que, apesar de tudo, o sentimento venceu", disse.
Desde o início, Eulália surge como uma figura que desperta em Maria um sentimento intenso, interpretado como algo proibido dentro do ambiente religioso. "Existe um cuidado, uma prudência, uma leitura constante do risco. Mas, ao mesmo tempo, ela tem uma clareza afetiva muito forte. Ela sustenta o que sente", comentou Bruna.
Ao longo de Dona Beja, o romance entre as duas é atravessado por avanços e recuos, mas que, apesar do contexto histórico e social da época, resistiu. Para a intérprete, a questão se conecta com os dias atuais: "Ela fala de estruturas que tentam controlar o corpo e o desejo feminino. Hoje, existe mais espaço para nomear e debater, mas ainda há culpa, julgamento e tentativas de enquadramento. Quando a Eulália diz que aquilo é um sentimento puro, ela está dizendo também que o amor não deveria ser tratado como crime ou doença", concluiu.
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