(foto: Reprodução/Instagram)Duda Salabert e Erika Hilton
As deputadas federais Duda Salbert (PDT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP) tiveram suas respectivas fotos anexadas em álbum para reconhecimento de autores de crimes em Pernambuco.
A informação, revelada pela Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, foi encaminhada ao gabinete de Salabert, apontando indícios de racismo e transfobia no procedimento adotado pelas autoridades policiais. De acordo com o documento, as parlamentares foram inseridas em um conjunto de fotos utilizado para que vítimas identifiquem possíveis autores de crimes .
Para a Defensoria, esse detalhe reforça a hipótese de que a escolha das imagens não seguiu critérios técnicos, mas sim estereótipos baseados em identidade de gênero e raça, o que configura uma grave distorção no processo investigativo.
Além disto, o órgão afirmou que "a única razão que pode explicar a inserção dessas fotografias no procedimento é o fato de que ambas as parlamentares são mulheres negras e trans”, ao qual a prática não apenas fere a dignidade das deputadas, como também compromete a validade da prova obtida, uma vez que viola normas do Código de Processo Penal e princípios constitucionais como igualdade, não discriminação e dignidade da pessoa humana.
Em nota, a assessoria de Duda Salabert afirmou que a parlamentar não esteve em Pernambuco na data do crime, registrado em 24 de fevereiro de 2025. A equipe de Erika Hilton, por sua vez, acrescentou que foi recentemente comunicada sobre o episódio e ainda avalia quais medidas serão tomadas para resolução do caso.

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