(foto: iStock)Parada LGBT+ de São Paulo pode deixar de ser realizado na Avenida Paulista? Entenda
A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo surgiu há cerca de 30 anos, na Praça Roosevelt, mas foi foi transferida para a Avenida Paulista no ano seguinte, onde é realizada desde então. Todavia, o evento se tornou alvo de um projeto de lei (PL) que visa inviabilizar que ele aconteça em vias públicas.
Como se já bem sabe, o vereador Rubinho Nunes (União Brasil) apresentou um PL que tem como intuito proibir que menores de idade participem de eventos que "façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+", mesmo que estejam acompanhados dos responsáveis.
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto em primeira votação no último dia 20 de maio, mas o texto ainda precisa ser discutido em plenário mais uma vez e, se aprovador, dependerá da sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para se tornar lei.
Com a possibilidade de que o projeto de lei seja aprovado, a Associação da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo (APOLGBT-SP) enxerga a proposta como inconstitucional. "Ela levanta preocupações em relação a direitos constitucionais ligados à livre manifestação, à convivência familiar e à ocupação democrática do espaço público. Ainda assim, reafirmamos que a Parada SP completa 30 anos em 2026 e seguirá nas ruas, ocupando esse espaço como território de cidadania, diversidade e liberdade para todas as pessoas", diz o comunicado.
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