(foto: Divulgação/Netflix)300
O diretor Zack Snyder abriu o jogo sobre as interpretações políticas em torno do filme 300 (2007), um dos maiores sucessos da sua carreira até hoje.
Em entrevista à revista Variety, o cineasta rebateu as acusações de que o longa teria uma visão fascista e lembrou a recepção conturbada que o filme teve no Festival de Berlim. "Houve imediatamente toda uma discussão em torno do filme, todo mundo vaiou e foi embora. […] Eles diziam que era ‘um desastre’, ‘o pior filme de todos os tempos’ e um filme ‘fascista’. Depois, tivemos uma coletiva de imprensa em que me fizeram todas essas perguntas, tipo: ‘Você é um cineasta fascista?'", recordou.
O diretor contou ainda que uma das perguntas daquela coletiva colocava em oposição seu posicionamento em relação à comunidade gay. “A pergunta emblemática foi quando um dos caras disse: ‘Você é pró-gay ou pró-NRA? Qual dos dois?’. E eu respondi: ‘Olha, vou ser sincero: sou um pouquinho dos dois’. Mas, obviamente, sou pró-gay. Eu fiz o filme mais gay de todos os tempos“, afirmou.
As declarações surgiram em meio às críticas direcionadas a The Last Photograph, o novo filme de Snyder, apresentado no Festival Internacional de Cinema de Toronto.
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