(foto: Reprodução/Instagram)Darlliny Martins de Freitas
Uma mulher trans que atua como recepcionista no Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) denunciou diversos casos de preconceito sofridas no ambiente de trabalho.
Darlliny Martins de Freitas, de 31 anos, relata que buscou ajuda após, segundo ela, não encontrar respostas efetivas dentro do próprio tribunal, que nega ter sido omisso. A funcionária afirma que percorreu diversos canais institucionais, como ouvidoria, setores administrativos e recursos humanos, na tentativa de formalizar as ocorrências.
Um dos episódios mais marcantes aconteceu durante uma campanha de vacinação, quando uma técnica de enfermagem ignorou o nome social de Darlliny e questionou em voz alta. Segundo ela, mesmo após relatar o caso à administração, nenhuma medida imediata foi tomada. “Fiquei sem reação. (…) Eu apenas queria sair dali e chorar”, relata.
As situações, de acordo com Darlliny, continuaram a se repetir, inclusive após sua transferência para o Fórum de Ji-Paraná. Dentre os episódios mais graves, ela denuncia o acesso indevido e o compartilhamento de seus dados pessoais com terceiros, incluindo policiais, sem que providências fossem adotadas.
Após anos lidando com os episódios em silêncio, por receio de perder o emprego, ela afirma que sua saúde mental foi profundamente afetada, e encaminhou o caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O TJ-RO, por sua vez, sustenta que adotou as medidas cabíveis dentro dos ritos legais, informou que o caso segue em apuração sob sigilo e destacou que mantém políticas de combate à discriminação e promoção da diversidade.
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