(foto: iStock)Pornografia com IA pode afetar desejo e relações, alerta especialista
O consumo de pornografia gerada por inteligência artificial (IA) está cada vez mais conquistando espaço, e além da tendência, também pode trazer riscos aos consumidores.
Do ponto de vista da sexualidade, "isso não se sustenta". Além disto, "a pornografia continua existindo, mas com recursos infinitos", segundo afirmou a sexóloga Erika Thinen, em entrevista ao portal Metrópoles.
A sexóloga destacou que o problema não desaparece, e com a tecnologia, o conteúdo pode se tornar ainda mais envolvente e difícil de regular. “Os riscos são muito maiores, com um potencial de danos na saúde mental, no desenvolvimento da sexualidade e nos relacionamentos, sem precedentes. Ela pode ser ainda mais envolvente, viciante e alienante do que a pornografia tradicional”, explicou.
Esse impacto também se estende à forma como o desejo é construído. “Não há limites para o que pode ser gerado com as IAs: imagens realistas, experiências imersivas, ‘situações perfeitas’. Isso cria expectativas irreais”, disse a especialista.
Como consequência, pode surgir dificuldade em estabelecer conexões genuínas. “Isso pode gerar cada vez mais dificuldade para sentir desejo e se relacionar com pessoas reais, além de provocar desinteresse e problemas de conexão emocional”, completou.
Mesmo sem a presença de atores, um dos principais pontos envolve o uso indevido de imagem por meio de deep fakes. “As questões éticas são muitas, e os riscos são infinitamente maiores que na pornografia tradicional. O uso de rostos reais é uma grave violação da privacidade”, alertou.
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