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Estudo brasileiro revela preconceito contra afeminados dentro do Grindr

Pesquisa realizada em Belém, no Pará, expõe desigualdades de desejo na comunidade LGBTQIA+
21/04/2026 10:00
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Grindr(foto: Reprodução)

Grindr

Um estudo brasileiro sobre o Grindr trouxe um fato curioso: dentro do aplicativo, nem toda masculinidade parece ocupar o mesmo lugar. Algumas performances ganham mais valor, mais atenção e mais desejo do que outras.

A pesquisa, feita em uma dissertação publicada na Universidade Federal do Pará, em 2025, indica que, entre os usuários, o “discreto”, o “másculo” e o perfil mais próximo de uma virilidade socialmente aceita tendem a ganhar prestígio, enquanto o “afeminado”, mesmo dentro de um espaço voltado à comunidade LGBTQIAP+, aparece com mais frequência ligado à rejeição, ao preconceito e à perda de valor dentro da lógica do desejo.

O estudo, baseado em entrevistas e perfis, analisa a performance de gênero, influências da homossociabilidade e a usabilidade do Grindr como mediador facilitador de vínculos sociais, focando em visibilidades corporais, estéticas e interesses comuns.

A pesquisa em questão, inclusive, se baseia num contexto regional, baseado em perfis, formulários e entrevistas realizadas em Belém. Apesar de ser um recorte de um ambiente específico, o estudo oferta uma lente indispensável sobre como a cultura, gênero e desejo podem se misturar mais do que imaginamos.

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