(foto: iStock)Cirurgia menos invasiva apresenta preservação da função sexual, aponta estudo
Uma técnica cirúrgica menos invasiva para tratar alterações no desenvolvimento genital de meninas pode preservar a sensibilidade do clitóris e apresentar bons resultados estéticos e psicossociais.
Segundo um estudo multicêntrico, publicado no Journal of Pediatric Urology, na hiperplasia adrenal congênita, há baixa produção de cortisol e aldosterona e produção excessiva de andrógenos (hormônios masculinos).
O excesso de hormônios masculinos pode causar hipervirilização da genitália, fazendo com que o clitóris apresente aumento de tamanho e muitas vezes, aparência semelhante à de um pênis. A doença afeta uma a cada 10 ou 20 mil nascimentos.
A pesquisa analisou 37 pacientes com hiperplasia adrenal congênita. As participantes foram submetidas à cirurgia entre 2014 e 2025 e acompanhadas por pelo menos seis meses após o procedimento. Os resultados mostram preservação da sensibilidade genital em todas as regiões avaliadas, incluindo o clitóris.
Além disto, a maioria das pacientes apresentou resposta a estímulos sensoriais muito leves, indicando manutenção da função tátil. “O teste demonstrou uma sensibilidade extremamente satisfatória, indicando que se trata de uma técnica vantajosa e promissora. Por isso ela tem ganhado popularidade. Além disso, não há risco de perda do clitóris. Essa é também a única técnica que preserva a tumescência, ou seja, a ereção clitoridiana, algo importante para a função sexual”, afirma Ubirajara Barroso Jr., professor da Universidade Federal da Bahia.
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