(foto: Divulgação)Bella Mantovani e Vagner Macedo
Ao longo dos últimos tempos, novas formas de relacionamento foram ganhando espaço, aos que buscam equilibrar compromisso, liberdade e individualidade, especialmente entre pessoas que não se sentem representadas pelos formatos mais conhecidos.
Segundo Bella Mantovani e Vagner Macedo, que adotaram a não-monogamia, a mudança acontece por muitas pessoas passaram a questionar regras que durante décadas foram tratadas como únicas opções possíveis. “Tem gente que se considera monogâmica, mas aceita determinadas experiências em situações específicas. Outros casais criam acordos próprios e não se enxergam nem como monogâmicos nem como adeptos de relacionamentos abertos. O comportamento mudou muito mais rápido do que os rótulos”, afirmam.
Para o casal, o crescimento desses modelos está ligado à tentativa de encontrar soluções para conflitos que sempre existiram dentro das relações. “Muita gente percebeu que não existe uma fórmula única para todos os relacionamentos. O que funciona para um casal pode não funcionar para outro, e isso fez com que as pessoas começassem a construir acordos mais personalizados”, dizem.
Entre os formatos mais comentados existe o monogamish, utilizado para definir casais que mantêm uma relação predominantemente monogâmica, mas permitem experiências ocasionais previamente combinadas. Segundo Bella e Vagner, a popularização dessas definições não significa necessariamente que existam mais relacionamentos não convencionais do que antes.
Para o casal, a discussão mais importante não está nos rótulos, mas na qualidade das relações. “Muita gente passa anos tentando encaixar o próprio relacionamento em uma definição. Talvez a pergunta mais importante não seja qual é o nome da relação, mas se ela funciona para quem está vivendo aquilo. Quando existe honestidade, acordo e respeito entre todos os envolvidos, o modelo acaba sendo uma consequência, não o ponto principal”, concluem.
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